Após trocas de farpas e estagnação nas pesquisas, o ex-juiz da Lava-Jato e o governador paulista falam em afinidades e até em chapa
O clima entre o governador João Doria (PSDB) e o ex-ministro e ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos) atingiu um patamar amigável inédito. Durante o painel “Presidenciáveis”, que integra a CEO Conference Brasil 2022, promovida pelo BTG Pactual, nesta terça-feira (22), os postulantes trocaram elogios e sinalizaram a possibilidade de uma união imediata – e até há pouco improvável – para compor uma candidatura que se transforme em uma terceira via ao Palácio do Planalto.
Para o ex-juiz da Lava-Jato é factível a junção com Doria pelo atual cenário e, sobretudo, pela proximidade de ideias. “Por mim, já poderíamos estar juntos desde já”, afirmou Moro, que fez questão de frisar que está à frente do governador paulista nas pesquisas eleitorais recentes. Já o tucano foi questionado sobre reformas e criticou duramente o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, também painelista da conferência.
Houve espaço para Doria elogiar sua equipe econômica no governo do estado – composta majoritariamente por mulheres – e alfinetar filiados históricos do PSDB, como José Aníbal, além do ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido), que se aproximou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se apresenta como um possível vice na chapa do petista. “Eu jamais aceitaria ser vice de um ladrão”, afirmou Doria.
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