O bilionário alertou nas últimas semanas sobre os riscos de recessão
O CEO da Tesla, Elon Musk, tem um “sentimento muito ruim” sobre a economia e quer cortar cerca de 10% dos empregos na montadora de carros elétricos, disse ele em um e-mail para executivos visto pela Reuters. Musk alertou nas últimas semanas sobre os riscos de recessão
A mensagem veio dois dias depois que o homem mais rico do mundo disse aos funcionários para retornarem ao trabalho presencial ou deixar a empresa. A Tesla empregava cerca de 100 mil pessoas na empresa e em suas subsidiárias no fim de 2021, de acordo com seu arquivamento anual de documentos nos Estados Unidos.
No fim de maio, quando perguntado por um usuário do Twitter se a economia estava se aproximando de uma recessão, Musk disse: “Sim, mas isso é realmente uma coisa boa. Está chovendo dinheiro em tolos há muito tempo. Algumas falências precisam acontecer”.
China desacelerou a empresa
Até agora, a demanda por carros da Tesla e outros veículos elétricos (EV) permaneceu forte e muitos indicadores tradicionais de desaceleração – incluindo o aumento de estoques e incentivos de revendedores nos Estados Unidos – não se materializaram. Mas a Tesla tem lutado para reiniciar a produção em sua fábrica de Xangai depois que os bloqueios por conta da pandemia de covid-19 forçaram interrupções dispendiosas.
Vários analistas reduziram as metas de preços para a Tesla recentemente, prevendo perda de produção em sua fábrica de Xangai, um centro que fornece veículos elétricos para a China e para exportação. A China respondeu por pouco mais de um terço das entregas globais da Tesla em 2021, de acordo com divulgações da empresa e dados divulgados sobre as vendas no país.
Inflação americana
A perspectiva sombria de Musk ecoa comentários recentes de executivos, incluindo o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, e o presidente do Goldman Sachs, John Waldron. Um “furacão está logo ali vindo em nossa direção”, alertou Dimon esta semana.
A inflação nos Estados Unidos está pairando nas máximas de 40 anos e causou um salto no custo de vida para os americanos, enquanto o Federal Reserve, banco central do país, enfrenta a difícil tarefa de amortecer a demanda o suficiente para conter a inflação sem causar uma recessão.