Receita da companhia atingiu US$ 39,33 bilhões, superando os US$ 38,05 bilhões esperados pelo mercado
A Nvidia encerrou a temporada de balanços das chamadas “7 Magníficas” nesta quarta-feira (26), após o fechamento do mercado nos Estados Unidos. A fabricante de semicondutores divulgou um crescimento de 80% em seu lucro no quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as projeções dos analistas e apresentando uma previsão otimista para o primeiro trimestre de 2025.
A receita da companhia atingiu US$ 39,33 bilhões, superando os US$ 38,05 bilhões esperados pelo mercado. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 0,89, acima da estimativa de US$ 0,84. As ações da Nvidia subiram 3,67% no pregão do dia, mas registraram queda de 0,9% no pós-mercado.
Para o primeiro trimestre de 2025, a empresa projeta uma receita de US$ 43 bilhões, superando a previsão de US$ 42,3 bilhões feita por analistas.
O segmento de data centers, um dos mais estratégicos para a companhia, registrou uma receita de US$ 35,6 bilhões no trimestre, também acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 34 bilhões.
Expansão impulsionada pela IA
A Nvidia segue como protagonista da revolução da inteligência artificial, fornecendo unidades de processamento gráfico (GPUs) essenciais para o desenvolvimento e operação de modelos como o ChatGPT, da OpenAI. Esse movimento fez com que a receita da empresa dobrasse pelo segundo ano consecutivo.
Nos últimos dois anos, as ações da Nvidia valorizaram 478%, levando a companhia a figurar como a empresa de maior valor de mercado dos Estados Unidos em determinados momentos. Seu valor de mercado chegou a ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões, consolidando-a entre as gigantes da tecnologia.
Desafios e concorrência
Apesar do crescimento expressivo, a Nvidia enfrenta novos desafios. A recente queda em suas ações foi motivada pelo avanço da DeepSeek, que desenvolveu um modelo de inteligência artificial menos dependente de GPUs de alto desempenho. No entanto, analistas avaliam que essa preocupação pode ser exagerada. Para Matt Britzman, da Hargreaves Lansdown, a redução dos custos de computação pode, na verdade, estimular a adoção da IA e aumentar a demanda pelos produtos da Nvidia.
A competição também vem da China, onde gigantes como Huawei, Alibaba e SMIC desenvolvem alternativas locais para semicondutores avançados, impulsionadas por restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos. O governo chinês tem apoiado essas iniciativas para reduzir a dependência de tecnologia estrangeira, fortalecendo empresas do setor de inteligência artificial no país.
Expectativas para o futuro
Os investidores estão atentos ao lançamento da nova geração de chips da Nvidia, a linha Blackwell. A empresa já enfrentou dificuldades no fornecimento de semicondutores no último trimestre, e qualquer problema adicional pode afetar suas margens de lucro. Além disso, os custos elevados do desenvolvimento da Blackwell podem pressionar a margem bruta da companhia, que atualmente é projetada em 73,5%.
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