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IGP-DI tem baixa de 0,5% puxada por queda nos preços do arroz

O resultado em março veio levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava recuo de 0,47%, de acordo com pesquisa da Reuters

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,50% em março, após avanço de 1% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado veio levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava recuo de 0,47%, de acordo com pesquisa da Reuters.

A desaceleração foi influenciada principalmente pelas retrações nos preços do arroz, do minério de ferro e da carne bovina. “Os três componentes do IGP registraram desaceleração em março”, destacou André Braz, coordenador de índices de preços do FGV IBRE. “No Índice ao Produtor (IPA), a perda de ritmo foi influenciada pelas quedas nos preços do minério de ferro, dos bovinos e do arroz. Já no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), destacaram-se as retrações nas passagens aéreas, no arroz e na energia elétrica”, completou.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que representa 60% do IGP-DI, apresentou recuo de 0,88% em março, após alta de 1,03% no mês anterior. As Matérias-Primas Brutas tiveram destaque negativo, caindo 2,10% no mês, frente ao avanço de 1,53% em fevereiro. Entre os principais responsáveis pela queda estão o minério de ferro (-4,74%), a carne bovina (-5,21%) e o arroz em casca (-11,51%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no índice geral, subiu 0,44% em março, desacelerando frente à alta de 1,18% em fevereiro. Quatro das oito classes de despesa que compõem o IPC apresentaram decréscimo: Habitação (de 3,80% para 0,52%), Transportes (de 1,41% para 0,41%), Despesas Diversas (de 1,07% para 0,32%) e Vestuário (de 0,14% para -0,01%).

A passagem aérea foi o item de maior influência no índice do consumidor, com queda de 10,38% no mês, após recuo de 16,86% em fevereiro. O arroz também contribuiu para a desaceleração, com queda de 1,21%, após baixa de 1,35% no mês anterior.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável por 10% do IGP-DI, teve alta de 0,39% em março, praticamente estável em relação ao aumento de 0,40% observado em fevereiro.

O IGP-DI mede a evolução dos preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil entre o primeiro e o último dia de cada mês.

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