Demanda ficou estável, influenciada pela parcial recuperação do atendimento às famílias
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV Ibre avançou 1,2 ponto em março, para 92,9 pontos. Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,5 ponto.
“No resultado de março da sondagem de serviços, a confiança volta a subir, após quatro meses de piora. O resultado apresenta caráter compensatório nas expectativas futuras do setor que seguiam em trajetória de piora desde outubro passado. Apesar disso, a demanda presente demonstrou relativa estabilidade, influenciada pela parcial recuperação do segmento de serviços prestados às famílias, mais sensível ao ritmo da inflação e que vinha dando sinais de desaceleração. Em relação ao futuro de longo prazo, a melhora pontual não esconde o pessimismo com o ritmo dos negócios para o ano de 2025. O cenário macroeconômico segue desafiador para a economia apontando pressões nos preços ainda em um ambiente de taxa de juros elevada e uma expectativa geral de desaceleração da atividade.”, avaliou Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre.
Neste mês, o aumento do ICS ocorreu principalmente devido à melhora nas expectativas para os próximos meses. O de Índice de Expectativas (IE-S) subiu 2,2 pontos, para 90,8 pontos e o Índice de Situação Atual (ISA-S) registrou relativa estabilidade ao variar 0,2 ponto, para 95,3 pontos.
Os quesitos do ISA-S oscilaram em sentidos opostos: o indicador de volume de demanda atual variou -0,2 ponto e atingiu 95,8 pontos, enquanto o indicador de situação atual dos negócios aumentou 0,7 ponto, para 94,8 pontos. Pela ótica dos quesitos do IE-S, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses variou 0,2 ponto e alcançou 90,8 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses subiu 4,2 pontos, alcançando 90,7 pontos.
(FGV)