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Confiança no mercado de trabalho atinge menor nível histórico

Sondagem da ICRH revela queda na expectativa para os próximos meses, enquanto mercado segue dinâmico e com desafios para contratações

A mais recente edição do Índice de Confiança da Robert Half (ICRH) apontou um novo recorde negativo na percepção do mercado de trabalho no Brasil. O indicador futuro caiu de 45,4 para 43,3 pontos, o menor patamar desde o início da série histórica em 2017. O índice consolidado também apresentou retração, passando de 39,9 para 38,6 pontos, refletindo um cenário de maior cautela.

Apesar da queda na confiança, o mercado de trabalho qualificado continua aquecido. A taxa de desemprego segue em declínio, atingindo 6,2% na população em geral e apenas 3% entre profissionais qualificados. Esse fator tem garantido certa estabilidade no curto prazo, mas a incerteza sobre o futuro preocupa empregadores e trabalhadores.

Cenário do mercado de trabalho

A análise detalhada do ICRH revela diferenças entre os segmentos do mercado:

  • Trabalhadores empregados foram os únicos que demonstraram mais confiança na situação atual, com crescimento de 2,0 pontos percentuais, atingindo 45,9. No entanto, a expectativa para os próximos seis meses caiu para 44,6 (-1,7 pp).
  • Recrutadores tiveram a maior queda na confiança atual, passando de 41,0 para 37,2 pontos. A incerteza econômica é apontada como o principal motivo, com 60% avaliando o ambiente econômico como ruim e 48% prevendo piora.
  • Profissionais desempregados também sentiram o impacto da desconfiança, com a percepção da situação atual caindo de 34,7 para 32,8 pontos. Ainda assim, 33% acreditam que suas chances de recolocação aumentarão nos próximos meses.

Desafios na contratação

A dificuldade em preencher vagas segue sendo um desafio para as empresas. O levantamento revelou que 80% das companhias enfrentam problemas para encontrar talentos qualificados, e 32% acreditam que o cenário pode piorar no próximo semestre. Essa escassez de profissionais pode resultar em pressão salarial e dificuldade na retenção de talentos.

Oportunidades e perspectivas

Apesar do cenário cauteloso, os profissionais seguem atentos às oportunidades. O levantamento destacou os cinco fatores mais importantes na escolha de uma vaga:

  1. Pacote de benefícios (87%)
  2. Equilíbrio entre vida pessoal e profissional (69%)
  3. Modelo de trabalho remoto ou híbrido (64%)
  4. Proximidade entre casa e empresa (50%)
  5. Perspectiva de crescimento (47%)

Atualmente, 62% dos trabalhadores empregados sentem-se seguros em seus cargos, e 66% acreditam que a situação se manterá estável nos próximos meses.


Análise do mercado

Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul, a queda do indicador futuro não surpreende, mas demanda estratégias cautelosas:

“A incerteza faz parte da realidade atual, e o grande desafio é aprender a lidar com esse cenário dinâmico. Em vez de paralisar diante das adversidades, é fundamental adotar um planejamento estratégico, equilibrando prudência e ação”, destaca Mantovani.

A 31ª edição do ICRH foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2025, com 1.161 profissionais qualificados, divididos entre recrutadores, empregados e desempregados.

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