A taxa de desocupação caiu para 6,1%, abaixo das expectativas, enquanto o número de desempregados diminuiu em 70 mil
A taxa de desemprego na Zona do Euro recuou para 6,1% em fevereiro, ante 6,2% em janeiro, marcando um novo recorde negativo desde o início da série histórica. Os dados, divulgados pela Eurostat — agência oficial de estatísticas da União Europeia —, surpreenderam analistas, que esperavam a manutenção do patamar anterior, segundo pesquisa da FactSet.
Com o resultado, o bloco econômico registrou 10,58 milhões de pessoas desempregadas, uma redução de 70 mil em relação a janeiro. O recuo reflete a resistência do mercado de trabalho europeu em meio a um cenário de desaceleração econômica e pressões inflacionárias.
A queda contínua do desemprego na região tem sido acompanhada de perto pelo Banco Central Europeu (BCE), que busca equilibrar o controle da inflação com o estímulo ao crescimento. Especialistas alertam, no entanto, que o impacto das altas taxas de juros sobre a atividade econômica ainda pode refletir nos próximos meses.
Enquanto países como Alemanha e França mantêm índices estáveis, economias do sul da Europa, como Espanha e Grécia, ainda enfrentam taxas mais elevadas, embora em trajetória de declínio.
O desempenho do emprego no bloco segue como um dos pontos positivos em um contexto de incertezas globais, mas desafios persistem para garantir uma recuperação equilibrada entre os membros da zona do euro.