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O que o mundo achou do pacotaço trumpiano

Medida foi recebida com preocupação e críticas por líderes internacionais

O recente anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa base de 10% sobre todas as importações para o país, além de sobretaxas específicas para alguns dos maiores parceiros comerciais dos EUA, gerou reações diversas ao redor do mundo. A medida, que marca mais um capítulo da guerra comercial que Trump iniciou em sua volta à Casa Branca, foi recebida com preocupação e críticas por líderes internacionais.

Canadá promete contramedidas

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que as tarifas recíprocas “mudarão fundamentalmente o sistema de comércio internacional”. Embora o Canadá tenha sido isento de algumas das tarifas, continua sujeito a um imposto de 25% sobre bens não cobertos pelo tratado de livre comércio USMCA. Carney destacou que seu governo está analisando tarifas adicionais dos EUA sobre produtos farmacêuticos, madeira e semicondutores, e prometeu responder com contramedidas.



China promete retaliação

A China afirmou que “se opõe firmemente” às novas tarifas dos EUA e anunciou “contramedidas para resguardar” seus direitos e interesses. O Ministério do Comércio chinês classificou as tarifas como prejudiciais ao comércio internacional e destacou que os tributos impostos totalizam agora 54% sobre produtos chineses.

Argentina vê tarifas como oportunidade

O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou publicamente a decisão de Trump de impor uma tarifa universal de 10% sobre as importações. Em publicação na rede X, Milei compartilhou um trecho da música “Friends Will Be Friends”, do Queen, acompanhado da legenda “Friends will be friends… TMAP” (sigla em espanhol para “tudo caminhando conforme o plano”). Assessores do presidente argentino interpretaram a medida como vantajosa para o país, afirmando que ela cria uma condição equivalente a um tratado de livre comércio. A decisão ocorre às vésperas da viagem de Milei aos EUA, onde buscará reforçar laços com Trump e obter apoio para negociações com o FMI, no qual a Argentina tenta assegurar um novo crédito de US$ 20 bilhões.



Austrália critica impacto sobre consumidores

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, alertou que “o povo norte-americano pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas”. Ele ressaltou que seu governo não buscará impor tarifas recíprocas, temendo que uma escalada prejudique o crescimento econômico global.



União Europeia busca unidade diante da crise

Diversos líderes europeus se manifestaram contra as tarifas de Trump. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou que “a Espanha protegerá suas empresas e trabalhadores e continuará comprometida com um mundo aberto”. O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristerson, afirmou que seu país rejeita a guerra comercial e defendeu um retorno ao caminho do comércio e cooperação com os EUA.


Na Irlanda, o primeiro-ministro Micheál Martin lamentou profundamente a decisão dos EUA de impor uma tarifa de 20% sobre as importações da União Europeia. “Minha prioridade é proteger os empregos irlandeses e a economia da Irlanda”, afirmou.


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, expressou preocupação com o impacto das tarifas sobre o Ocidente e declarou que buscará um acordo com os EUA para evitar uma guerra comercial. Já Manfred Weber, presidente do maior partido do Parlamento Europeu, criticou duramente a medida de Trump: “Não é um dia de liberdade, é um dia de ressentimento”, disse.



Reino Unido adota tom diplomático

O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, afirmou que o governo buscará manter a calma e trabalhar em um acordo que minimize os impactos das tarifas, que foram estabelecidas em 10% para produtos britânicos.




Japão e Coreia do Sul expressam preocupação

O ministro do Comércio do Japão classificou as tarifas como “extremamente lamentáveis” e afirmou que o país buscará diálogo para evitar maiores impactos. Já o líder interino da Coreia do Sul, Han Duck-soo, convocou uma reunião de emergência e alertou que “uma guerra tarifária global se tornou realidade”. Seul terá seus produtos taxados em 25% e busca ativamente negociações com os EUA.



Suíça e Colômbia adotam postura cautelosa

A presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, indicou que o governo está avaliando os próximos passos para proteger os interesses econômicos do país, mantendo o compromisso com o livre comércio.


Na América do Sul, a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Laura Sarabia, afirmou que seu governo está analisando as medidas para garantir a proteção da indústria nacional e dos exportadores colombianos.



Israel eliminou tarifas para os EUA antes de medida

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a eliminação de todas as tarifas alfandegárias sobre produtos norte-americanos, um dia antes do anúncio de Trump. Netanyahu justificou a decisão como uma estratégia para impulsionar a competitividade no mercado israelense e fortalecer os laços com os EUA. “Cancelar os impostos alfandegários sobre produtos americanos é um passo adicional na política que meus governos têm liderado por uma década na abertura do mercado à concorrência”, afirmou.


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