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Exame: Ele quer que todo o paulista tenha plano de saúde – e faturou R$ 100 milhões

A Sami trabalha com a medicina preventiva e oferece um médico e enfermeira para cada usuário registrado; os planos variam de R$ 200 a R$ 1.000

Preços elevados, falta de transparência e a complexidade no atendimento são algumas das barreiras que dificultam a relação dos consumidores com as operadoras de plano de saúde no Brasil. Nos últimos anos, algumas healthtechs adentraram o mercado, o mais lucrativo no setor de saúde, mas poucas sobreviveram.

Uma das que cresce e continua a crescer desde 2020 é a Sami. Médico de formação, o fundador Vitor Asseituno percebeu que a indústria de planos de saúde ainda não atendia de forma eficaz a população. Seu objetivo era criar um modelo mais preventivo, acessível e com foco no cuidado contínuo do paciente.

“O modelo de plano de saúde precisa ser diferente. O grande desafio é dar acesso a um cuidado de qualidade, mas sem tornar o plano caro para o consumidor”, afirma o fundador. Segundo a empresa, os planos variam de R$ 200 a R$ 1.000.

Em 2023, a Sami Assistência Médica dobrou sua receita, atingindo 76,1 milhões de reais, um crescimento impressionante de 100,07% em relação ao ano anterior. Esse desempenho colocou a empresa no 16º lugar no ranking Negócios em Expansão 2024, na categoria de empresas com receita entre R$ 30 e R$ 150 milhões.

O que a faz diferente?

A chave para o sucesso da Sami está no modelo de atenção primária, no qual cada membro do plano tem um médico de família responsável por seu acompanhamento.

A abordagem proativa, em que médicos e enfermeiros acompanham de perto a saúde dos membros, é um ponto forte da Sami.

“Nosso modelo de atenção primária permite que o médico cuide de um número limitado de pacientes. Isso garante que o atendimento seja personalizado e mais eficaz”, diz Asseituno. O fundador afirma que que cada médico tem o limite de até 2 mil pacientes sob seu cuidado.

A empresa recentemente implementou um sistema de inteligência artificial que resume consultas, liberando mais tempo para os médicos se concentrarem no atendimento. Ao invés de olhar para a tela e focar na escrita do prontuário, o profissional consegue falar diretamente com o paciente. A Sami afirma ter economizado cerca de 900 horas de trabalho médico com essa IA.

Foco no paulista

Hoje, a startup está presente somente no Estado de São Paulo. Não há pressa em expandir para outros estados. “Aqui tem 22 milhões de pessoas. A concentração é importante para a gente ganhar escala e oferecer um atendimento mais barato e eficiente”, diz Asseituno.

Apesar do sucesso, a Sami ainda enfrenta o desafio de convencer grande parte da população brasileira a adotar seu modelo inovador. Com 75% dos brasileiros sem plano de saúde, o mercado é vasto, mas mas também com um público cético em relação à mudança de modelo.

“Precisamos continuar provando que um plano de saúde de qualidade não precisa ser caro. E que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a medicina preventiva e personalizada pode ser mais barata e, ao mesmo tempo, entregar resultados melhores”, diz o fundador.

Com um faturamento de R$ 109 milhões em 2024, a Sami projeta um crescimento de 25% para este ano. Mas, no cenário atual de juros altos e um mercado mais desafiador, a empresa está mais focada em organizar a casa e garantir a sustentabilidade de sua operação do que em crescer de forma acelerada. “Queremos crescer, mas sem perder o controle financeiro e a qualidade no atendimento”, afirma Assei

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Por Laura Pancini

Publicado originalmente em: https://encurtador.com.br/MqH7X

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