No seu auge, a marca alcançou vendas anuais superiores a US$ 4 bilhões e empregou mais de 43.000 pessoas em centenas de lojas
A operadora da Forever 21 nos Estados Unidos entrou com um pedido de falência no dia 16 de março de 2025, em um movimento que marca um novo capítulo para a icônica marca de moda rápida, que já foi sinônimo de sucesso no varejo de roupas.
A F21 OpCo, juntamente com suas subsidiárias, solicitou falência sob o Capítulo 11 no Tribunal de Falências de Delaware, conforme documentos judiciais. A empresa reportou ativos entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões (R$ 574,1 milhões e R$ 2,87 bilhões), enquanto seus passivos variam de US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões (R$ 5,74 bilhões a R$ 28,7 bilhões).
A Forever 21 ganhou popularidade no início dos anos 2000, ao oferecer roupas inspiradas em tendências de designers de alta costura a preços acessíveis, atraindo principalmente jovens mulheres. No auge de seu sucesso, a marca alcançou vendas anuais superiores a US$ 4 bilhões (R$ 22,96 bilhões) e empregava mais de 43.000 pessoas em centenas de lojas ao redor do mundo.
Entretanto, a expansão agressiva da marca coincidiu com o crescimento do comércio eletrônico, e a empresa enfrentou dificuldades para se adaptar às mudanças do mercado. Em 2019, a Forever 21 já havia solicitado falência pela primeira vez, o que resultou no fechamento de mais de 30% de suas lojas nos Estados Unidos. Durante o processo de falência, a marca foi adquirida pelo Sparc Group, uma joint venture formada pela Authentic Brands Group e Simon Property Group.
Em 2023, o Sparc firmou um acordo com a Shein, gigante do comércio eletrônico chinês, reconhecida por seus preços extremamente baixos. Pelo acordo, a Shein adquiriu cerca de um terço das ações da Sparc, e a parceria permite que a marca Shein opere lojas dentro das outlets da Forever 21, além de vender produtos da Forever 21 no site da Shein.