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Privatização da Sabesp acelera investimentos e amplia cobertura

Companhia triplica velocidade de contratação e prevê investir R$ 68 bilhões até 2029

A privatização da Sabesp, concluída em outubro de 2024, tem acelerado significativamente os processos da companhia. Segundo Roberval de Souza, diretor de engenharia e inovação da empresa, a desestatização permitiu triplicar a velocidade de contratações, reduzindo prazos de nove meses para apenas 90 dias. A declaração foi feita no videocast EXAME INFRA, realizado pela EXAME em parceria com a empresa Suporte.

“Antes, com o modelo público, existiam amarras legais no processo de licitação. Agora, com o modelo privado, conseguimos convidar empresas, estabelecer um modelo de referência e definir preços com mais agilidade”, afirmou Souza. Ele destacou que, desde dezembro, a nova gestão da Sabesp contratou R$ 15 bilhões em investimentos, que serão direcionados para a expansão do saneamento no estado de São Paulo.

Meta de R$ 68 bilhões até 2029

A privatização da Sabesp foi concretizada com a Equatorial assumindo o controle acionário. Com isso, a empresa tem a missão de garantir o acesso universal à água potável e à coleta e tratamento de esgoto até 2029 — antecipando em quatro anos a meta nacional de saneamento. Para cumprir esse objetivo, estão previstos investimentos de quase R$ 70 bilhões.

Entre os principais projetos da nova gestão está o programa Integra Tietê, que busca melhorar a coleta e o tratamento de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo. Com um orçamento de R$ 9 bilhões, a iniciativa faz parte dos esforços da empresa para modernizar a infraestrutura. Além disso, a expansão dos serviços na Baixada Santista também está em andamento, com investimentos de R$ 3 bilhões.

Desafios operacionais e qualificação da mão de obra

Atualmente, a Sabesp conduz obras em todos os 375 municípios atendidos pela companhia, totalizando mais de 400 frentes de trabalho. Entre as iniciativas estão a ampliação das estações de tratamento de esgoto em locais como Barueri, Parque Novo Mundo, São Miguel e o ABC Paulista, além da construção de novas estações em Guarulhos.

No entanto, a empresa enfrenta desafios operacionais, principalmente em regiões urbanas densas, onde precisa realizar obras sem interromper o abastecimento. Outro obstáculo é a escassez de profissionais qualificados no setor de saneamento, o que levou a Sabesp a firmar parcerias com o Senai para capacitação de novos trabalhadores. “Os profissionais mais qualificados em saneamento estão vendo um inflacionamento do setor”, explicou Souza.

Além disso, a Sabesp agora também tem a missão de levar saneamento para comunidades rurais, indígenas e quilombolas, ampliando sua atuação para regiões antes desassistidas.

Expansão para outros estados

Com a privatização, a Sabesp também estuda a possibilidade de participar de concessões fora de São Paulo. Segundo Souza, a empresa quer se posicionar como um player privado no setor de saneamento e contribuir para a universalização do serviço em outras regiões do Brasil. “Existe um dispositivo para estudar qualquer concessão que esteja disponível no mercado”, disse o diretor.

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